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A Parisiense – o Guia de Estilo de Ines de La Fressange

Esse é um daqueles livros que comprei achando que seria legal, claro, mas principalmente porque era lindo. O livro tem capa em couro (sintético, eu acredito) vermelho com detalhes em dourado e é totalmente ilustrado de uma maneira que lembra muito um book de moda, com rabiscos e palavras destacadas, daqueles que depois de ler viram peças de decoração.

Sobre o livro em si, confesso que gostei de muita coisa mas não é bem o que eu esperava. Imaginei que o livro fosse totalmente voltado para moda, mas ele é mais sobre o estilo de vida da parisiense e possui um guia completo de lugares para comer, comprar e se entreter que ocupa a maior parte do livro. Me frustrei um pouco com isso. A parte do livro que é voltada para a moda tem bastante coisa interessante, muitas dicas de estilo simples e que traduzem muito bem a beleza da Ines, que é uma ex-modelo vista como símbolo da beleza francesa. No entanto, minha crítica ao livro é que considero ultrapassado qualquer guia que traga regras que certo e errado na moda, do que pode e o que é um “pecado fashion”, já que nós mulheres devemos usar o que faz a gente se sentir bem e desenvolver um próprio estilo, não viver dentro de uma ditadura de moda e beleza impostos pela sociedade.

Apesar dos pontos negativos, achei um bom livro e muito válido pra quem se interessa por moda e estilo pessoal. Muitas dicas de como ser básica sem ser óbvia, como criar um visual surpreendente mesmo com as peças clássicas em várias ocasiões. Ines fala sobre garimpar em brechós, em lojinhas de marcas menos conhecidas e como é melhor ter no armário poucas peças de qualidade do que um milhão de peças que não funcionam pra você (alô armário-cápsula).

Enfim, a mulher parisiense de que o livro fala é basicamente uma mulher que gosta de estar bem vestida sem parecer que se esforçou demais pra isso, que gosta de conforto e de ser fiel a si mesma. Para quem deseja visitar Paris (quem não deseja?) as dicas de locais para visitar podem ser muito úteis também.

Estilo

Como ter um guarda-roupas inteligente

Eu falo muito sobre armário-cápsula mas na realidade eu não tenho um. Eu aprendi muito com o método e descobri que a melhor forma de aplicar isso na minha vida é planejando o que comprar, conhecendo melhor meu estilo e entendendo que guarda-roupas lotado não quer dizer guarda-roupas eficiente. Reduzi muito a quantidade de roupas que tenho nos últimos tempos, depois que comecei a pesquisar e entender mais sobre o AC, mas não tenho apenas 37 peças (ou 36? nunca lembro). De qualquer forma, o número é o menos importante nesse processo.

A coisa mais legal que aprendi é não comprar nada por impulso. Quando comecei a curtir a ideia da jaqueta jeans overzized por exemplo eu fui na loja, olhei, voltei pra casa, pesquisei looks no Pinterest, olhei o que tinha no guarda-roupas pra ver se minhas coisas combinavam com essa peça e só então – depois de ter certeza de que seria uma boa compra e eu usaria bastante – voltei na loja e comprei. Esse “ritual” antes de comprar já faz parte da minha vida e fez com que eu nunca mais comprasse uma peça e acabasse não usando por não ter nada a ver com o que eu já tenho. Ta bom, nenhum método é infalível, acabei comprando uma sapatilha lace up que achei que seria meu maior achado e acabei não conseguindo usar. Mas aí o que eu fiz? Coloquei aqui na minha lojinha no Enjoei e vou passar adiante, porque se eu não uso não preciso ter.

Lendo alguns livros sobre estilo pessoal e guarda-roupas inteligente descobri que as duas coisas estão muito ligadas uma a outra. Como descobrir seu estilo pessoal se você abre o armário e um milhão de peças de estilos diferentes totalmente desconectadas que você comprou só porque estavam em liquidação caem em cima de você? Impossível. Vira um emaranhado de coisas que não dizem nada sobre quem você é e que não combinam entre si, fazendo com que você chegue ao ponto de dizer que não tem roupas mesmo não conseguindo colocar mais UMA peça pra dentro do armário. Se você chegou nessa situação extrema te digo: calma que tem volta. Você só precisa se conhecer melhor e praticar o desapego. Se você não sabe por onde começar aqui vão algumas dicas:

/1. Desapegue! Acredite, não tem como começar de outra forma e pra tornar mais fácil essa parte eu recomendo muito que você leia o livro A Mágica da Arrumação, da Marie Kondo. A Marie sugere que você pegue todas as suas peças de roupa – incluindo as que estão perdidas pela casa, no cesto de roupas sujas – coloque todas no chão onde você consiga ver e olhe todas elas com atenção. Depois pegue cada peça nas mãos e se pergunte “isso me traz alegria?”. Tente lembrar também quantas vezes usou essa peça no último ano e como se sentiu usando. Você se sentiu linda? Se a resposta for não, é hora de se desfazer dela.

/2. Conheça o que você tem. Depois de ter mandado embora todas as roupas compradas por impulso e que não tinham nada a ver com você é hora de dar atenção especial ao que ficou no seu armário. Podem ser poucas peças comparado ao que você tinha quando começou esse processo, mas com certeza essas peças dizem alguma coisa sobre você. Ficaram somente as peças que te deixam feliz e fazem você se sentir linda, então analise elas com carinho e descubra o que elas têm em comum. Qual o estilo dessas peças? Quais as cores? Você vai acabar descobrindo se gosta mais de modelagens mais justas ou amplas, de que cores e estampas gosta, se você prefere peças mais básicas ou mais ousadas. Você vai começar a entender seu estilo, o que te agrada.

/3. Pesquise referências sobre o estilo com o qual você se identificou. Talvez você tenha percebido que gosta de um visual com peças mais amplas e confortáveis, sapatos sem salto e t-shirts, por exemplo. Agora vá para o Pinterest e comece a criar painéis com looks casuais compostos por peças como as que você tem. Esteja consciente do seu dia-a-dia nesse momento e pesquise produções que se encaixem na sua rotina e estilo de vida, não salve um monte de inspirações com salto alto se você vai caminhando para o trabalho, por exemplo. Não basta ser bonito, tem que funcionar na vida real!

/4. Crie uma paleta de cores. Veja aquilo que você tem no guarda-roupas e as suas referências e depois crie uma paleta de cores a partir disso. O que torna o seu guarda-roupas versátil é ter uma base feita de peças neutras e adicionar toques de cor em peças específicas. Selecionar algumas cores complementares é legal para você não se perder e acabar comprando roupas em cores que não tem nenhuma harmonia entre si. Você pode criar uma boa paleta de cores com três cores neutras e três mais marcantes, por exemplo: preto, branco e cinza + rosa claro, marsala e caramelo.

/5. Planeje. Já falei sobre isso lá no início do post mas vale a pena reforçar. Quando você criou seus painéis de referência e imaginou as composições que gostaria de criar usando as peças que já tem no guarda roupas sentiu falta de alguma coisa? Talvez uma saia midi combinaria com várias das suas roupas, uma jaqueta jeans que combina com quase tudo. Invista principalmente em itens básicos e de qualidade pois eles vão ficar com você por muitas estações mesmo que as tendências mudem. Depois de analisar e ver o que você realmente precisa comprar para complementar o que já tem pesquise boas marcas que cabem no seu bolso e faça as compras necessárias. Tudo com muito critério, nada por impulso.

Agora que você já tem mais conhecimento sobre o seu estilo próprio e tem um guarda roupas que funciona para o seu cotidiano, tome cuidado para não voltar aos velhos hábitos e acabar acumulando mais do que precisa novamente. Busque se conhecer melhor para ir aperfeiçoando seu estilo com o decorrer do tempo, mas evite comprar muitas coisas fora do que planejou quando montou seu armário da estação. A cada nova estação repita esse processo todo, você vai ver como as compras por impulso vão diminuir e você vai se sentir muito mais confiante para se vestir, sabendo que suas roupas realmente representam quem você é. <3

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O que você tem medo de vestir?

É engraçado pensar como algo tão inofensivo como uma roupa possa conseguir botar medo na gente né? Na verdade, vamos mais longe: a nossa aparência – e o que os outros acham dela – é que nos coloca medo de verdade. Por mais que a gente tente se tornar imune ao julgamento alheio isso é muito difícil porque nós sabemos o quanto as pessoas sabem ser cruéis e como elas estão sempre dispostas a gastar sua energia falando mal da aparência de outra pessoa a troco de nada.

Adquiri confiança para experimentar coisas novas na moda lá pelos meus 18 anos mais ou menos, até então eu era aquela clássica menina discreta que senta no canto da sala e que as pessoas mal sabem o nome. Eu não queria ser notada, eu tinha medo de usar algo diferente e parecer ridícula então preferia usar calça e moletom porque aí não tinha erro. Adolescência, que fase cruel com a gente.

Hoje tenho 25 anos e mesmo muito mais segura da minha aparência e do meu estilo do que antes, as vezes me pego pensando se eu “posso” usar alguma coisa. Gosto muito de planejar minhas compras de roupas para a estação baseada no conceito do armário cápsula, onde eu pesquiso referências, escolho uma paleta de cores e a partir dai monto um guarda-roupas com peças coringa que combinem entre si. Hoje, quando pensava na minha paleta de cores me deparei com muitas referências com toques de rosa e essa foi minha cor favorita a vida inteira. Me peguei pensando em como eu gostaria de usar rosa, mas que talvez eu não tivesse mais idade pra isso. As pessoas me achariam infantil, talvez me achariam RIDÍCULA, não posso usar rosa aos 25 anos.

Cês percebem o tamanho da bobagem? Eu tive medo de uma COR. Medo de julgamento pela minha aparência. Quantas vezes isso nos impede de fazer alguma coisa? Quantas vezes você já achou que não tinha idade pra usar certa roupa, que era baixinha demais pra usar saia midi ou alta demais para usar salto, que não tinha “corpo” para aquele vestido ou que não segurava um look diferentão? Como a gente é refém da opinião dos outros.

Eu sei que pode não parecer grande coisa, mas esse inverno eu vou usar ROSA. E mais do que isso, inspirada no post do Modices, eu não quero deixar mais de usar uma roupa porque ela marca minha barriga. Pode ser um pequeno passo, mas é vencendo uma coisinha de cada vez que a gente se liberta do medo de julgamentos e se permite ser mais feliz.

Quem tá comigo? ♥

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Desenvolvendo um estilo pessoal

Vocês devem ter notado que a categoria estilo não é a mais atualizada do blog, isso porque não me considero uma fashionista ou especialista no assunto. Sou uma pessoa normal. Eu não estou dizendo que não gosto de moda, pelo contrário, adoro moda. Sou estudante de Design e a profissão vizinha – Design de Moda – também me encanta muito. Acredito que a moda tem um papel social importante, mas isso é assunto pra outro post.

Acontece que tudo na nossa vida muda, e nosso estilo não é exceção à regra. Eu tive um estilo bem definido na minha adolescência: muitos (!) All Stars, muitos laços, vestidos fofos, cor-de-rosa e muitas estampas. Eu também fui muito consumista nessa época, não passava uma semana sem levar uma roupa ou sapato novo pra casa. As compras eram meu escape e, nossa, como eu comprava! Trabalhava em uma loja bem no centro da cidade, rodeada de outras mil lojas e a poucos metros do Shopping. Me sentia sempre segura e bonita, o que não era difícil já que estava sempre com a última peça “da moda” no guarda-roupas.

Mas acontece que a vida da gente muda o tempo todo e as nossas prioridades vão mudando também. Hoje eu tenho 24 anos e não mais 18, então as roupas que me faziam sentir bem naquela época já não combinam mais com a minha personalidade, não passam para o mundo a mensagem que eu quero. Além disso, não compro mais roupas com aquela frequência, por isso comprar peças de alguma micro tendência não é uma atitude inteligente. Foi aí que me dei conta de que é importante ter um estilo pessoal e não apenas vestir o que está nas araras das lojas. (mais…)