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Minimalismo – Um documentário sobre as coisas importantes

O documentário Minimalismo – Um documentário sobre as coisas importantes (Minimalism – a documentary about the important things na versão original) tá disponível no Netflix desde abril e decidi assistir porque me indicaram dizendo que falava um pouquinho sobre armário-cápsula. Eu que só estava interessada nessa parte quando dei o play me surpreendi bastante. Aliás, mais que uma surpresa, foi como se várias coisas que eu já vinha pensando começassem a fazer mais sentido.

Minimalism fala sobre dois caras que trocaram sua carreira em uma grande empresa por uma vida mais simples e que agora se dedicam a disseminar a cultura do minimalismo. Eles experimentaram  ter tudo que a maioria das pessoas deseja: ótimo emprego, uma casa grande e cheia de móveis legais, muitas roupas, sapatos, muitas COISAS. Mas tinham mais uma coisa em comum: se sentiam vazios e tristes, como se não vissem sentido no que faziam. Eles trocaram isso tudo por uma vida com menos coisas e descobriram como era se sentir realmente livre.

Ao longo do documentário surgem também outras pessoas contando suas experiências com uma vida mais simples. Gente que se mudou pra uma casa pequenininha com só algumas peças de roupa e diz que nunca se sentiu tão feliz, ou então a moça que resolveu passar 3 meses vestindo só 33 peças e descobriu que NINGUÉM REPARAVA. Enfim, histórias que fazem a gente pensar em por que fazemos o que fazemos, por que compramos o que compramos, porque achamos que nossa felicidade está diretamente ligada a adquirir coisas.

Não é fácil desconstruir o pensamento de que comprar coisas é sinônimo de ser bem sucedido ou que você precisa de um guarda roupas lotado pra se vestir bem e ser aceito. O documentário vale muito a pena pela reflexão que ele faz, pelo empurrãozinho pra buscar uma vida com mais propósito e repensar como estamos acostumados a viver.

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Simplificando

Estou num processo de simplificar a vida já faz algum tempo, simplificar no sentido de gastar menos tempo e energia com aquilo que não é prioridade pra mim. Entendo que mesmo as coisas que tem importância na minha vida podem ser mais simples e com isso trazer mais leveza, menos estresse e menos ansiedade.

Sempre gostei do meu cabelo cacheado, mas quando decidi cortar ele curtinho foi pensando em todo tempo e estresse que iria economizar, além de sempre ter amado esse tipo de corte. E desde então eu praticamente não me preocupo com o que fazer com meu cabelo. Minha rotina com ele tem sido lavar, secar e finalizar de forma bem simples a cada dois dias e cortar a cada 45 dias mais ou menos. Lavar e secar se tornou super prático e o resultado geralmente me deixa feliz. Ainda reservo alguns momentos na semana para hidratar um pouco melhor e finalizar ele com mais cuidado, mas agora faço isso como uma terapia, um momento de cuidado comigo mesma e não uma obrigação.

Depois do cabelo (ou durante, na verdade) foi a vez do guarda roupas. Apesar de já ter mudado muito minha forma de consumir e minha relação com as roupas nos últimos anos, resolvi finalmente criar meu armário-cápsula. Decidi iniciar esse processo não pensando no número ou porque é “tendência” ter um guarda-roupas reduzido, mas porque queria mais praticidade na hora de me vestir. Tendo menos opções, gasto menos tempo e energia escolhendo o que vestir pela manhã e as crises de “não tenho roupa” ficaram beeem menos frequentes. Tenho poucas peças, mas são roupas que eu realmente amo e me sinto feliz usando.

Comprar pensando em qualidade e no processo de fabricação da roupa é algo novo pra mim e tem sido uma experiência e tanto, teve um impacto em mim que eu jamais poderia imaginar quando tomei essa decisão. É gostoso comprar uma peça que sei que vai durar mais, que sei como foi produzida e algumas vezes sei até por quem foi (Libe Store <3). É gratificante saber que aquele dinheirinho suado que trabalhei pra conseguir vai ir pro bolso de alguém que também tá empreendendo, construindo seu sonho, buscando produzir de forma justa ao invés de ir pra conta dos donos de lojas enormes que já tem tanto e ainda exploram pessoas pra continuar no topo.

Esses dias me perguntaram se foi muito difícil o processo de desapego e quando paro pra pensar vejo que não foi tão difícil assim. Desde o começo parecia fazer muito sentido para o estilo de vida que eu quero pra mim então foi algo que aconteceu naturalmente, por isso o resultado tem sido ótimo. Primeiro foi o meu modo de pensar sobre consumo que mudou e isso refletiu nas roupas e em outras áreas da minha vida também.

Lá em casa nós também buscamos uma vida mais simples. Eu e o Lucas optamos por alugar um apartamento mais próximo de tudo pra poder nos desfazer do carro que tínhamos e apesar do medo inicial de se arrepender da decisão, todos os dias eu fico feliz pelo caminho que tomamos e por dividirmos a mesma visão sobre a vida que queremos. Pode parecer contraditório pra muita gente, mas depois de vender o carro nos sentimos muito mais livres. A gente anda de ônibus, de metrô, de Uber e de taxi pra todo lado e nesses quatro meses não deixamos de ir a nenhum lugar por falta de transporte. A gente caminha bem mais e nossa saúde melhorou por causa disso. Não nos preocupamos com o preço da gasolina, o valor do IPVA, a revisão que precisa ser feita ou os pneus que precisam ser trocados. Quando a gente sai ficamos tranquilos ao invés de ficar pensando se o lugar onde estacionamos é seguro ou não. TRANQUILIDADE foi o maior ganho.

Quando escolhemos o apartamento pra morar, decidimos por um pequeninho mas bem localizado. Nosso objetivo era não acumular muitas coisas, por isso quanto menor o espaço, melhor! Desde que a gente possa ter o que é realmente importante pra nós, está ótimo. Nosso apartamento é amplo o suficiente pra acomodar as nossas coisas, mas é pequeno o bastante pra gente pensar duas vezes antes de comprar algo que não é prioridade, afinal nosso espaço é precioso. Manter tudo organizado se tornou mais simples, fazer a faxina no fim de semana é muito mais rápido e sobra mais tempo pra gente relaxar e curtir a nossa casa. Isso é uma coisa nova pra nós dois que até pouco tempo atrás vivíamos sempre correndo, ocupados, trabalhando até 12 horas por dia, 7 dias por semana pra conseguir adquirir COISAS. Hoje a gente dá mais valor pro ser do que para o ter, se importa mais com os momentos que a gente vive e menos com as coisas que tem, embora até isso tem sido diferente porque aquilo que temos passa a ter mais significado.

Essa troca de “coisas” por mais tempo e menos preocupação está me fazendo um bem enorme e sinto que tô no caminho do que eu desejo pra minha vida. Tô aprendendo que a gente não precisa de muito pra ser feliz, desculpem o clichê. <3

 

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Câmbio. Alguém na escuta?

Tem alguém ai? Faz tanto tempo que não apareço por aqui que não condeno vocês que também não tem mais aparecido. Afinal, se nem eu – a dona deste estabelecimento – que aliás leva meu nome, tenho dados as caras né? 😛

Meu último post faz quase um mês e o motivo de o blog estar meio abandonado é na verdade uma combinação de falta de tempo, crise existencial, planejamento do futuro, estudos, mais crise existencial, projetos pessoais e crise existencial. Quem acompanha o blog desde o início ou me conhece um pouquinho sabe da pessoa inquieta que sou, vide o layout do blog ter mudado 249 vezes em um ano e o foco do conteúdo também ter dado uma mudada. Estou sempre mudando, odeio rotina, odeio ser e ver sempre as mesmas coisas. Me chateia. Então, os últimos dias foram ótimos pra mim porque mudei de emprego, mudei o cabelo pro corte que eu sempre quis fazer – pixie – mudei de rotina e estou com planos muito loucos para o futuro envolvendo este blog e outras áreas da minha vida.

Quando criei o Camis foi pra ter um espaço para escrever sobre coisas que eu gosto, me expressar. Pra colocar em algum lugar todas as ideias que vinham na cabeça dessa pessoa inquieta e curiosa por natureza. Com o tempo, porém, ele se tornou bem mais do que isso, virou um espaço de auto conhecimento. Através dessas fases e desses temas que surgiram e desapareceram aqui, eu refleti minhas aspirações e interesses e fui aos poucos tentando descobrir minha vocação. Eu sou estudante de design e trabalho com publicidade, mas sempre tive o sonho de poder fazer algo que impactasse a vida das pessoas de uma maneira positiva. O design e a moda que eu tanto gosto tem um aspecto social muito bonito que eu quero poder viver profissionalmente, mas como eu ainda não sei. O que posso dizer é que estou dedicando meu tempo livre a esse novo/antigo sonho.

O blog vai provavelmente acompanhar essa mudança e eu decidi que quero que ele tenha mais importância na minha rotina e na minha vida. Como disse, ele se tornou muito mais do que um espaço pra postar coisas bonitas como eu havia proposto no início e sinto que ele pode ser ainda muito mais do que já é. Como e quando? Ainda não tenho essas respostas, mas quem continuar por aqui e não desistir de mim vai saber haha.

Além da mudança de emprego e de visual, ando lendo muito e tem sido tudo muito maravilhoso. Li Isso me traz alegria da Marie Kondo e foi tão bom que tratei de aplicar aqui no apê imediatamente e QUE MUDANÇA minha gente, cês não tem ideia. O apartamento é pequeno e parecia que tudo estava bem em ordem, mas depois da arrumação é OUTRO lugar, deu muita diferença mesmo.

Estou lendo no momento Moda com Propósito e está sendo uma ficha caindo atrás da outra, estou até meio tonta de tanta informação incrível que quero absorver. Esse livro está sendo muito importante pra minha jornada de auto conhecimento e tá sendo a confirmação do que eu quero realmente fazer da minha vida. Transformador e maravilhoso.

Então gente, essas são as minhas news e espero que este espacinho que apesar de um pouco abandonado é escrito com muito carinho ainda tenha leitores, <3

Um beijinho e vamo que vamo.

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Carnaval relax: meus 5 filmes favoritos para (re)assistir em feriados

Não sei vocês, mas eu não sou adepta a folia de carnaval. Na verdade a nenhum tipo de folia. Não sou das festas, dos aglomerados de gente, do som alto, sempre prefiro programinhas mais tranquilos envolvendo Netflix, sofá e alguma comidinha gostosa.

O feriado de carnaval vai ser a primeira vez que vamos ter alguns dias para realmente curtir o novo apê depois de mobiliado, então já estou pensando em filmes legais pra gente assistir, se você tiver alguma dica pode deixar nos comentários! Mas eu tenho uma listinha eterna no Netflix com os filmes mais gostosinhos do universo, que eu já assisti mil vezes mas sempre – SEMPRE – tenho vontade de ver mais uma vez. São meus favoritos REAL OFICIAL dos feriados. Se você for um pouquinho parecido comigo e gostar de filminho velho dá aqui um abraço e vem conferir essa listinha do amô:

/1. TOP de todo o sempre e para todo o sempre: Uma linda mulher. Esse é meu filme favorito e também é o filme favorito da minha mãe. Quando eu morava com ela tínhamos um DVD de ULM que assistimos tantas vezes que perdemos as contas. Esse era o nosso filme, talvez por isso goste tanto dele, porque me traz muitas boas lembranças.

/2. Como perder um homem em 10 dias é um daqueles filmes clichês maravilhosos, com personagens engraçados e um romance fofinho. É um dos meus favoritos e já perdi a conta de quantas vezes assisti e ri compulsivamente.

/3. Noiva em fuga. Sim, eu amo esse filme e acho que ele tem uma mensagem interessante sobre o medo que a gente tem as vezes daquilo que pode nos trazer felicidade. Além de que o casal Julia Roberts + Richard Gere é o melhor de todos os tempos e para sempre.

/4. O casamento do meu melhor amigo. Julia Roberts maravilhosa novamente, essa cabeleira ruiva e cacheada dela é um espetáculo por si só mas não fosse o suficiente ela ainda ainda tem aquele jeitinho engraçado e espontâneo que é só dela. Muito amor por essa mulher.

/5. O melhor amigo da noiva é quase o filme anterior com inversão de gêneros. Também é aquele clichê em que o cara descobre que ama a melhor amiga quando ela fica noiva de um outro cara, MAS EU AMO CLICHÊS! Me aceita.

Acredito que esses 5 filmes já vão dar conta de te garantir um feriadinho no melhor estilo sofá e Netflix, mas se ainda sobrar tempo a série que eu amo e indico é The O.C. – Um estranho no paraíso. Eu estou reassistindo desde que estreou no Netflix, essa semana foi o aniversário de 10 anos do último episódio <3. Summer e Seth: melhor casal que você respeita.

Então boa folia pra quem é da folia e bom sofá pra quem é do sofá. O que importa é aproveitar esse último feriadinho pra se despedir do verão e descansar pra começar, de vez, 2017.

 

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Fevereiro

Nem acredito que ainda estamos em fevereiro de 2017, porque esse ano já chegou com tantas coisas boas que parecem nem caber em apenas dois meses. Tem sido uma época de mudanças maravilhosas, de crescimento e aprendizado, tenho conseguido dar os rumos que eu queria ao blog e a outras áreas da minha vida também. DOIS MIL E DEZESSETE EU TE AMO <3

A primeira mudança do ano foi para o apê e tem sido muito gostoso o processo de mobiliar, decorar e planejar cada cantinho do nosso novo lar. Com a mudança para o apê veio o Negresco, que com certeza veio pra encher ainda mais nossa casa de amor. Depois do começo de vida complicado e das idas seguidas ao veterinário ele finalmente está 100%, brincando muito e super adaptado. Só amor!

E sabe aquela velha história de que quando estamos em fase de mudanças temos vontade de mudar o visual também? Acho que eu precisava disso pra marcar esse novo momento então resolvi tomar coragem e encarar a tesoura pra realizar um desejo muito muito antigo, o de ter cabelo pixie. Já fiz posts demonstrando meu amor por esse estilo de cabelo aqui no blog e lá na Margot, mas nunca achava que era o momento. Então quando senti que era isso mesmo que eu queria tive a sorte de encontrar a Bárbara, mina cabeleireira, cheia de talento e de empatia que me ajudou a encontrar o meu próprio pixie e encarar a mudança com confiança total. Ela veio na minha casa, conversamos muito sobre o corte, sobre mim e sobre meus medos e só depois partimos para a tesoura. Foi uma experiência diferente de todas as vezes em que cortei o cabelo na vida, realmente um trabalho feito com o coração.

Além disso tudo, também comecei a oficina de Ilustração da Amanda Mol e tenho amado demais essa experiência. A oficina é voltada para encontrar seu próprio traço e seu modo de fazer, como a Amanda gosta de chamar, e apesar de ensinar técnica também o foco é muito mais em se divertir e se descobrir como ilustrador. Hoje tirei a tarde pra me dedicar à primeira aula prática e posso dizer que não me sentia tão bem fazendo algo relacionado à minha profissão faz muito tempo. Senti que realmente estava fazendo algo que faz meu coração bater mais forte, que mostra quem eu sou e que explora verdadeiramente o meu potencial criativo. Tive a oportunidade de trocar alguns e-mails com a Amanda antes de me inscrever na oficina pra saber se era mesmo pra mim e descobri que além de grande ilustradora ela é uma das pessoas mais doces que conheci nessa interwebs. Muito atenciosa, tirou todas as minhas dúvidas e me deixou segura de que era isso mesmo que eu estava precisando, pra trazer uma nova energia para o meu trabalho como designer.

Eita aninho que mal começou e já considero um dos melhores da vida. ♥ Continue assim 2017 e vamos ser muito felizes juntos.

/1. Meu primeiro desenho da oficina de ilustração, que chamei carinhosamente de Sweet Heart.

/2. Meu cabelinho novo.

/3. Negresco em todo seu amor e doçura.