Camis

Decoração

A vez dos materiais naturais na decoração

De um tempinho pra cá a gente teve uma overdose de decorações industriais e minimalistas no Pinterest, nos Instagrans de décor, nas páginas de escritórios de design de interiores e nas revistas de decoração. Não era de se estranhar que meus olhinhos começassem a cansar dessa estética e sentir falta do que eu acho mais importante na decoração de uma casa: o aconchego. Comecei a curtir mais cada vez ambientes com mais simplicidade, materiais naturais como madeira rústica, algodão cru e muitas plantinhas. Tons neutros e terrosos formam uma paleta de cores que dá vontade de se aconchegar em um cantinho e pegar uma xícara de café quase que imediatamente.

Vem suspirar comigo por esses cantinhos:

 

 

 

 

Cotidiano

Câmbio. Alguém na escuta?

Tem alguém ai? Faz tanto tempo que não apareço por aqui que não condeno vocês que também não tem mais aparecido. Afinal, se nem eu – a dona deste estabelecimento – que aliás leva meu nome, tenho dados as caras né? 😛

Meu último post faz quase um mês e o motivo de o blog estar meio abandonado é na verdade uma combinação de falta de tempo, crise existencial, planejamento do futuro, estudos, mais crise existencial, projetos pessoais e crise existencial. Quem acompanha o blog desde o início ou me conhece um pouquinho sabe da pessoa inquieta que sou, vide o layout do blog ter mudado 249 vezes em um ano e o foco do conteúdo também ter dado uma mudada. Estou sempre mudando, odeio rotina, odeio ser e ver sempre as mesmas coisas. Me chateia. Então, os últimos dias foram ótimos pra mim porque mudei de emprego, mudei o cabelo pro corte que eu sempre quis fazer – pixie – mudei de rotina e estou com planos muito loucos para o futuro envolvendo este blog e outras áreas da minha vida.

Quando criei o Camis foi pra ter um espaço para escrever sobre coisas que eu gosto, me expressar. Pra colocar em algum lugar todas as ideias que vinham na cabeça dessa pessoa inquieta e curiosa por natureza. Com o tempo, porém, ele se tornou bem mais do que isso, virou um espaço de auto conhecimento. Através dessas fases e desses temas que surgiram e desapareceram aqui, eu refleti minhas aspirações e interesses e fui aos poucos tentando descobrir minha vocação. Eu sou estudante de design e trabalho com publicidade, mas sempre tive o sonho de poder fazer algo que impactasse a vida das pessoas de uma maneira positiva. O design e a moda que eu tanto gosto tem um aspecto social muito bonito que eu quero poder viver profissionalmente, mas como eu ainda não sei. O que posso dizer é que estou dedicando meu tempo livre a esse novo/antigo sonho.

O blog vai provavelmente acompanhar essa mudança e eu decidi que quero que ele tenha mais importância na minha rotina e na minha vida. Como disse, ele se tornou muito mais do que um espaço pra postar coisas bonitas como eu havia proposto no início e sinto que ele pode ser ainda muito mais do que já é. Como e quando? Ainda não tenho essas respostas, mas quem continuar por aqui e não desistir de mim vai saber haha.

Além da mudança de emprego e de visual, ando lendo muito e tem sido tudo muito maravilhoso. Li Isso me traz alegria da Marie Kondo e foi tão bom que tratei de aplicar aqui no apê imediatamente e QUE MUDANÇA minha gente, cês não tem ideia. O apartamento é pequeno e parecia que tudo estava bem em ordem, mas depois da arrumação é OUTRO lugar, deu muita diferença mesmo.

Estou lendo no momento Moda com Propósito e está sendo uma ficha caindo atrás da outra, estou até meio tonta de tanta informação incrível que quero absorver. Esse livro está sendo muito importante pra minha jornada de auto conhecimento e tá sendo a confirmação do que eu quero realmente fazer da minha vida. Transformador e maravilhoso.

Então gente, essas são as minhas news e espero que este espacinho que apesar de um pouco abandonado é escrito com muito carinho ainda tenha leitores, <3

Um beijinho e vamo que vamo.

Literatura

A Parisiense – o Guia de Estilo de Ines de La Fressange

Esse é um daqueles livros que comprei achando que seria legal, claro, mas principalmente porque era lindo. O livro tem capa em couro (sintético, eu acredito) vermelho com detalhes em dourado e é totalmente ilustrado de uma maneira que lembra muito um book de moda, com rabiscos e palavras destacadas, daqueles que depois de ler viram peças de decoração.

Sobre o livro em si, confesso que gostei de muita coisa mas não é bem o que eu esperava. Imaginei que o livro fosse totalmente voltado para moda, mas ele é mais sobre o estilo de vida da parisiense e possui um guia completo de lugares para comer, comprar e se entreter que ocupa a maior parte do livro. Me frustrei um pouco com isso. A parte do livro que é voltada para a moda tem bastante coisa interessante, muitas dicas de estilo simples e que traduzem muito bem a beleza da Ines, que é uma ex-modelo vista como símbolo da beleza francesa. No entanto, minha crítica ao livro é que considero ultrapassado qualquer guia que traga regras que certo e errado na moda, do que pode e o que é um “pecado fashion”, já que nós mulheres devemos usar o que faz a gente se sentir bem e desenvolver um próprio estilo, não viver dentro de uma ditadura de moda e beleza impostos pela sociedade.

Apesar dos pontos negativos, achei um bom livro e muito válido pra quem se interessa por moda e estilo pessoal. Muitas dicas de como ser básica sem ser óbvia, como criar um visual surpreendente mesmo com as peças clássicas em várias ocasiões. Ines fala sobre garimpar em brechós, em lojinhas de marcas menos conhecidas e como é melhor ter no armário poucas peças de qualidade do que um milhão de peças que não funcionam pra você (alô armário-cápsula).

Enfim, a mulher parisiense de que o livro fala é basicamente uma mulher que gosta de estar bem vestida sem parecer que se esforçou demais pra isso, que gosta de conforto e de ser fiel a si mesma. Para quem deseja visitar Paris (quem não deseja?) as dicas de locais para visitar podem ser muito úteis também.

Estilo

Como ter um guarda-roupas inteligente

Eu falo muito sobre armário-cápsula mas na realidade eu não tenho um. Eu aprendi muito com o método e descobri que a melhor forma de aplicar isso na minha vida é planejando o que comprar, conhecendo melhor meu estilo e entendendo que guarda-roupas lotado não quer dizer guarda-roupas eficiente. Reduzi muito a quantidade de roupas que tenho nos últimos tempos, depois que comecei a pesquisar e entender mais sobre o AC, mas não tenho apenas 37 peças (ou 36? nunca lembro). De qualquer forma, o número é o menos importante nesse processo.

A coisa mais legal que aprendi é não comprar nada por impulso. Quando comecei a curtir a ideia da jaqueta jeans overzized por exemplo eu fui na loja, olhei, voltei pra casa, pesquisei looks no Pinterest, olhei o que tinha no guarda-roupas pra ver se minhas coisas combinavam com essa peça e só então – depois de ter certeza de que seria uma boa compra e eu usaria bastante – voltei na loja e comprei. Esse “ritual” antes de comprar já faz parte da minha vida e fez com que eu nunca mais comprasse uma peça e acabasse não usando por não ter nada a ver com o que eu já tenho. Ta bom, nenhum método é infalível, acabei comprando uma sapatilha lace up que achei que seria meu maior achado e acabei não conseguindo usar. Mas aí o que eu fiz? Coloquei aqui na minha lojinha no Enjoei e vou passar adiante, porque se eu não uso não preciso ter.

Lendo alguns livros sobre estilo pessoal e guarda-roupas inteligente descobri que as duas coisas estão muito ligadas uma a outra. Como descobrir seu estilo pessoal se você abre o armário e um milhão de peças de estilos diferentes totalmente desconectadas que você comprou só porque estavam em liquidação caem em cima de você? Impossível. Vira um emaranhado de coisas que não dizem nada sobre quem você é e que não combinam entre si, fazendo com que você chegue ao ponto de dizer que não tem roupas mesmo não conseguindo colocar mais UMA peça pra dentro do armário. Se você chegou nessa situação extrema te digo: calma que tem volta. Você só precisa se conhecer melhor e praticar o desapego. Se você não sabe por onde começar aqui vão algumas dicas:

/1. Desapegue! Acredite, não tem como começar de outra forma e pra tornar mais fácil essa parte eu recomendo muito que você leia o livro A Mágica da Arrumação, da Marie Kondo. A Marie sugere que você pegue todas as suas peças de roupa – incluindo as que estão perdidas pela casa, no cesto de roupas sujas – coloque todas no chão onde você consiga ver e olhe todas elas com atenção. Depois pegue cada peça nas mãos e se pergunte “isso me traz alegria?”. Tente lembrar também quantas vezes usou essa peça no último ano e como se sentiu usando. Você se sentiu linda? Se a resposta for não, é hora de se desfazer dela.

/2. Conheça o que você tem. Depois de ter mandado embora todas as roupas compradas por impulso e que não tinham nada a ver com você é hora de dar atenção especial ao que ficou no seu armário. Podem ser poucas peças comparado ao que você tinha quando começou esse processo, mas com certeza essas peças dizem alguma coisa sobre você. Ficaram somente as peças que te deixam feliz e fazem você se sentir linda, então analise elas com carinho e descubra o que elas têm em comum. Qual o estilo dessas peças? Quais as cores? Você vai acabar descobrindo se gosta mais de modelagens mais justas ou amplas, de que cores e estampas gosta, se você prefere peças mais básicas ou mais ousadas. Você vai começar a entender seu estilo, o que te agrada.

/3. Pesquise referências sobre o estilo com o qual você se identificou. Talvez você tenha percebido que gosta de um visual com peças mais amplas e confortáveis, sapatos sem salto e t-shirts, por exemplo. Agora vá para o Pinterest e comece a criar painéis com looks casuais compostos por peças como as que você tem. Esteja consciente do seu dia-a-dia nesse momento e pesquise produções que se encaixem na sua rotina e estilo de vida, não salve um monte de inspirações com salto alto se você vai caminhando para o trabalho, por exemplo. Não basta ser bonito, tem que funcionar na vida real!

/4. Crie uma paleta de cores. Veja aquilo que você tem no guarda-roupas e as suas referências e depois crie uma paleta de cores a partir disso. O que torna o seu guarda-roupas versátil é ter uma base feita de peças neutras e adicionar toques de cor em peças específicas. Selecionar algumas cores complementares é legal para você não se perder e acabar comprando roupas em cores que não tem nenhuma harmonia entre si. Você pode criar uma boa paleta de cores com três cores neutras e três mais marcantes, por exemplo: preto, branco e cinza + rosa claro, marsala e caramelo.

/5. Planeje. Já falei sobre isso lá no início do post mas vale a pena reforçar. Quando você criou seus painéis de referência e imaginou as composições que gostaria de criar usando as peças que já tem no guarda roupas sentiu falta de alguma coisa? Talvez uma saia midi combinaria com várias das suas roupas, uma jaqueta jeans que combina com quase tudo. Invista principalmente em itens básicos e de qualidade pois eles vão ficar com você por muitas estações mesmo que as tendências mudem. Depois de analisar e ver o que você realmente precisa comprar para complementar o que já tem pesquise boas marcas que cabem no seu bolso e faça as compras necessárias. Tudo com muito critério, nada por impulso.

Agora que você já tem mais conhecimento sobre o seu estilo próprio e tem um guarda roupas que funciona para o seu cotidiano, tome cuidado para não voltar aos velhos hábitos e acabar acumulando mais do que precisa novamente. Busque se conhecer melhor para ir aperfeiçoando seu estilo com o decorrer do tempo, mas evite comprar muitas coisas fora do que planejou quando montou seu armário da estação. A cada nova estação repita esse processo todo, você vai ver como as compras por impulso vão diminuir e você vai se sentir muito mais confiante para se vestir, sabendo que suas roupas realmente representam quem você é. <3

Estilo

Inspiração: Jeans oversized

Nasci nos anos 90 então a moda daquela época tem um lugar especial no meu coração e adoro quando alguma coisa volta a aparecer nas lojas. Foi o que aconteceu com as jaquetas jeans oversized, aquelas com modelagem mais ampla do que as tradicionais, e foi uma daquelas tendências que bati o olho e amei na mesma hora! Por muitos anos não tive jaqueta jeans no meu guarda roupas mas na minha última ida a Renner voltei feliz da vida com uma na sacola. Se eu estou pinando feito louca todos os looks com jaqueta oversized do Pinterest? Tô sim. E como!

Vem ver algumas da minhas referências de looks:

Estou louca pra criar muitos looks com minha jaqueta nesse inverno. As referências que eu trouxe são na maior parte calça preta, t-shirt branca e algum acessório mas dá pra ver como essa combinação básica rende coisas interessantes. Dá pra variar com vestidinho, com um acessório diferente, com o sapato e com mil sobreposições! É uma peça curinga do jeitinho que eu gosto e perfeita pra quem tem um guarda-roupas enxuto ou um armário-cápsula.  <3

Quer acompanhar meus looks com essa nova peça amorzinho? Me segue no Instagram e aqui no Looks de Vdd, ela vai aparecer muito por lá.