Camis

Cotidiano

Julho

Essa semana vi um post no Instagram falando que Julho é nosso segundo Janeiro, onde a gente reflete sobre as metas do ano novo que ainda não cumpriu, sobre os projetos que não saíram do papel, sobre o rumo que a vida tem tomado e se já estamos caminhando para onde queremos estar quando esse ano acabar.  Posso dizer que 2017 pra mim está sendo um ano de mudança, de experimentar coisas novas que nunca imaginei.

No começo desse ano, nem tão começo assim (abril) decidi mudar de emprego. Sai cheia de expectativas e quebrei a cara logo nos primeiros dias, isso me fez questionar todas as minhas escolhas profissionais e pensar no que eu vinha fazendo. Eu tô usando meu potencial pra criar algo de positivo pro mundo? O que eu faço tem algum impacto na vida das pessoas? Eu tô contribuindo pra mudar o mundo, nem que seja o meu mundinho, meu círculo mais íntimo de relacionamentos? No meio dessa crise eu vi que não adiantaria nada ficar lamentando e decidi descobrir o que me faria plenamente realizada, já que naquele momento – fazendo o que eu fazia – eu não estava.

Sempre gostei de moda, mas não de moda de passarela e sim da moda real que tá todo dia presente na vida da gente. No meio da crise existencial me lembrei de uma frase que falei uma vez pro Lucas quando estava assistindo um episódio de um dos programas de TV que eu mais amo, o Esquadrão da Moda. (Eu amo da Stacy London como consultora e como pessoa, acho ela muito verdadeira no que faz. Sim, o programa tem falhas assim como todos os programas de “transformação”, mas isso é assunto pra outro post. O que eu amo é como a moda tem o poder de melhorar a autoestima das pessoas, ajudando elas no caminho do autoconhecimento. Desgurpa o parêntese gigante.) Eu disse: “Se pudesse escolher qualquer profissão no mundo, queria fazer o que a Stacy faz”. Eu amo como ela se envolve com a história das pessoas, ajuda a descobrir quem são, ajuda mulheres a se amar de novo, acho que esse aspecto da moda é muito nobre. E aí pensei, mas por que eu não posso? E foi assim que – como poucos sabem – me matriculei em um curso de consultoria de estilo e em breve serei uma consultora formada e apta a ajudar mulheres a se (re)descobrirem.

Devidamente matriculada no curso e muito animada, eu precisava tomar alguma decisão quanto ao meu emprego porque os boletos eles não param de chegar e eu não suportava mais meu trabalho. Voltei pro meu antigo/atual emprego, com novas perspectivas e motivações e acabei percebendo que gosto de design gráfico e talvez pudesse criar algo com propósito através dele, sim! E foi assim que nasceu a Alecrim, minha nova loxinha de quadros decorativos feitos com muito amor. Eu queria criar algo que fizesse alguém sorrir, que tivesse valor pra alguém e que tivesse impacto positivo no meu “mundinho” e a Alecrim é isso. As molduras são fabricadas por um pequeno empreendedor aqui de pertinho da minha casa, os posteres também são impressos aqui na cidade e as embalagens também vem de um pequeno comércio, ou seja, tô movimentando a economia local e ajudando outras pequenas empresas a continuarem existindo, gerando empregos e sustentando famílias. <3 A gente – Eu e Lucas – já envia pra todo o Brasil e aceita pagamento pelo PagSeguro, mas em breve teremos uma loja virtual pra facilitar um pouco mais.

2017 tá sendo um ano de arriscar. Tem dias que eu acordo e penso: “eu tô mesmo fazendo isso?” e por alguns segundos é quase assustador, porque sair da zona de conforto assusta mesmo! Mas como eu ouvi de uma amiga, as ideias que valem a pena são aquelas que dão dor de barriga, que deixam a gente com medo (ou algo assim). <3

E o seu 2017, como tá sendo?

Literatura

Moda com Propósito

O livro Moda com Propósito, do André Carvalhal, é um daqueles que a gente demora pra terminar de ler. Não que a leitura seja pesada ou difícil, mas porque é tanto aprendizado em cada página – MAS TANTO MESMO – que eu não queria que acabasse. Fui lendo aos poucos, duas páginas aqui e três ali, e tentando absorver toda a informação que estava bem ali na minha frente. Posso dizer que esse foi um dos livros que me transformou, foi como se um novo mundo se abrisse diante de mim e tudo passasse a fazer sentido.

Moda com Propósito não fala sobre moda e tendências do que estamos acostumados. Não é sobre a próxima trend que as pessoas vão desejar, não é sobre uma peça que você vai “precisar ter” no próximo inverno. Definitivamente não. É sobre o oposto. O André traz todo um contexto sobre um novo momento da moda que já estamos começando a viver e sobre o fim da moda que a gente conhece. Os recursos pra produzir roupa da forma alucinada que a gente vê estão se esgotando e as pessoas já estão começando a se cansar (ainda bem) de um novo “tem-que-ter” a cada semana. Qual o sentido disso? Até quando a gente pode continuar comprando roupa por impulso e descartando sem dó? Qual valor isso traz pras nossas vidas? São questões né mores, questões que inquietaram meu coraçãozinho de um jeito que eu jamais imaginei.

Como resposta a esse novo cenário surgem marcas e empresas dispostas a fazer moda de um jeito diferente. Com causas genuínas e não só jogadinhas de marketing (que o consumidor já sabe de longe diferenciar, né não?). Marcas preocupadas em produzir de forma justa, tendo uma relação saudável com seus colaboradores. Interessadas em usar matéria prima que não agride o meio ambiente, em tingir tecido sem poluir, em usar parte do lucro pra apoiar quem precisa e por aí vai. E o consumidor também tá mudando, ele não tá mais interessado só no produto final que a marca tem pra oferecer mas ele quer se identificar de verdade com o propósito dela – yey!

Esse livro me trouxe mais do que uma nova visão, mas me trouxe esperança, sabe? Que tem jeito sim, que as pessoas estão começando a desacelerar, a buscar qualidade de vida, querem colaborar umas com as outras, querem transformar. Essa leitura me fez ter vontade de buscar mais propósito em tudo aquilo que me disponho a fazer, no que escrevo aqui nesse blog, na minha carreira, em tudo. E o melhor de tudo é que se a gente presta atenção começa a ver essa mudança acontecer aqui, pertinho da gente. É a marca de slow fashion que produz em pequena escala e de forma justa, peças feitas pra durar. É a amiga que abriu uma empresa de comunicação em que cada cliente pode indicar uma instituição pra receber o mesmo trabalho de qualidade e de graça. É a colega que contou que onde ela mora estão fazendo uma horta colaborativa onde todo mundo ajuda e se beneficia de alimentos orgânicos e ainda compostam o lixo pra virar adubo. Tá acontecendo mesmo. Isso dá um calorzinho no coração e ainda mais vontade de fazer parte da mudança.

Mesmo que você não trabalhe com moda, o aprendizado desse livro é pra vida. E nessa mesma vibe, já aproveito pra indicar um documentário excelente que também fala sobre construir o mundo que a gente quer. Se chama Demain e tem no Netflix, saiu uma resenha sobre ele aqui no UASL.

O André Carvalhal também escreveu A Moda Imita a Vida que eu pretendo ler logo logo. Se você já leu, me conta o que achou 🙂

Estilo

Como saber se uma roupa é versátil?

Quem tem um guarda-roupas reduzido sabe que VERSATILIDADE é a palavra chave para se sair bem. A gente evita ao máximo aquelas peças quem só têm uma ou duas combinações possíveis ou que a gente precisa ficar horas na sofrência de frente pro armário pensando em como usar. O que a gente quer é praticidade, então como saber antes de comprar se uma peça vai atender ao que a gente precisa?

Consegue montar mentalmente pelo menos 3 looks sem muito esforço? Pense no que já tem no armário e tente montar rapidinho alguns looks, quanto maior o número de combinações melhor! Foi fácil? Se a resposta for sim, provavelmente você vai conseguir usar essa peça no dia-a-dia com a mesma facilidade.

Poderia usar essa peça em diferentes estações do ano? Claro que existem peças como casacos de lã mais pesados que jamais serão usados no verão, mas alguns tipos de roupa podemos usar praticamente o ano inteiro. Por exemplo, um vestidinho que da pra usar tranquilamente com rasteirinha no verão e se acrescentar meia calça, uma botinha e uma jaqueta temos um look de outono/inverno. Pra que a gente tenha versatilidade nesse sentido é importante prestar atenção aos tecidos e modelagens que se adaptam bem em diversas temperaturas.

Essa peça pode ser usada em diferentes situações/lugares que você frequenta? Uma peça versátil é aquela que, com os acessórios certos, pode se transformar de casual a arrumadinha com facilidade. Por muito tempo essa peça do guarda-roupas feminino foi o pretinho básico mas hoje não precisamos nos limitar a ele. Tenho certeza que quando leu você visualizou mentalmente alguma roupa sua, que já usou tanto pra um passeio informal quanto em uma festa.

Você se imagina usando essa peça ano que vem sem parecer “fora de moda”? E daqui dois anos? E três? Procure ser fiel ao seu próprio estilo na hora de comprar e não às tendências que passam tão rapidamente nesse momento da moda que estamos vivendo. Quanto mais tempo uma peça durar no seu guarda-roupas e continuar sendo atual, mais valerá o investimento que você fez ao comprar, os recursos usados pra produzir e tudo mais que esteve envolvido desde a criação da peça até ela chegar ao seu armário. E, é claro, mais versátil ela é!

É legal você se questionar sobre essas coisas antes mesmo de ir até uma loja. Planeje suas compras depois de avaliar com carinho o que já tem, pense no que faz sentido pra você, se questione. É assim que a gente começa a consumir com mais consciência. <3

Cotidiano

Minimalismo – Um documentário sobre as coisas importantes

O documentário Minimalismo – Um documentário sobre as coisas importantes (Minimalism – a documentary about the important things na versão original) tá disponível no Netflix desde abril e decidi assistir porque me indicaram dizendo que falava um pouquinho sobre armário-cápsula. Eu que só estava interessada nessa parte quando dei o play me surpreendi bastante. Aliás, mais que uma surpresa, foi como se várias coisas que eu já vinha pensando começassem a fazer mais sentido.

Minimalism fala sobre dois caras que trocaram sua carreira em uma grande empresa por uma vida mais simples e que agora se dedicam a disseminar a cultura do minimalismo. Eles experimentaram  ter tudo que a maioria das pessoas deseja: ótimo emprego, uma casa grande e cheia de móveis legais, muitas roupas, sapatos, muitas COISAS. Mas tinham mais uma coisa em comum: se sentiam vazios e tristes, como se não vissem sentido no que faziam. Eles trocaram isso tudo por uma vida com menos coisas e descobriram como era se sentir realmente livre.

Ao longo do documentário surgem também outras pessoas contando suas experiências com uma vida mais simples. Gente que se mudou pra uma casa pequenininha com só algumas peças de roupa e diz que nunca se sentiu tão feliz, ou então a moça que resolveu passar 3 meses vestindo só 33 peças e descobriu que NINGUÉM REPARAVA. Enfim, histórias que fazem a gente pensar em por que fazemos o que fazemos, por que compramos o que compramos, porque achamos que nossa felicidade está diretamente ligada a adquirir coisas.

Não é fácil desconstruir o pensamento de que comprar coisas é sinônimo de ser bem sucedido ou que você precisa de um guarda roupas lotado pra se vestir bem e ser aceito. O documentário vale muito a pena pela reflexão que ele faz, pelo empurrãozinho pra buscar uma vida com mais propósito e repensar como estamos acostumados a viver.

Favoritos

Favoritos #4

Meus favoritos hoje são todos nesse tom de rosinha que em alguns casos parece mais um nude fofo. Rosa sempre foi minha cor favorita mas confesso que parei de usar por achar que me deixava muito infantil. O fato é que por ter usado a vida inteira eu também meio que enjoei da cor, mas por esse tom de rosinha que continuo apaixonada ~suspiros. 

 

/1.

Calça de alfaiataria é uma peça que pretendo agregar no meu guarda roupas daqui um tempinho. Nunca fui muito desse tipo de calça, mas quando comecei a procurar opções pra deixar um pouco de lado o jeans comecei a perceber o quanto uma peça assim pode ser versátil. Não sei se compraria nesse tom, mas essa tá linda demais.

/2.

Criei um painel no Pinterest com ideias de tatuagens e quase todas são florais. Essa é especialmente linda e me fez pensar por um minuto em realmente me tatuar, já que atualmente não tenho nenhuma. Essas cores, esse traço, essa delicadeza <3

/3.

Saia jeans meio 90′ com brusinha quentinha. Que look mais fofo pro outono.

/4.

Maquiagem em tons terrosos e rosados, com olho bem iluminado e um batom que é quase nada mas dá uma carinha de saúde. Gostei também da sobrancelha mais natural e bagunçadinha, porque tô um pouco cansada dessas super artificiais que a gente tem visto tanto.

/5.

Faz tempo que tenho vontade de jogar meu guarda roupas literalmente pela janela. Pra mim aquele móvel enorme ocupando um espaço gigante no quarto não faz mais sentido e queria muito aplicar alguma solução assim aqui em casa. Como eu e o mozão não temos tantas roupas acredito que daria certo, mas ainda não entramos em um consenso sobre isso. Aguardemos os próximos capítulos.